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Três Noites, Três formas de ouvir o Mundo

A programação de 2026 propõe três abordagens muito diferentes ao jazz e às músicas que com ele dialogam, atravessando geografias, linguagens e tradições.

5 SETEMBRO
LAURA GARCIA Y LOS CAFETEROS DEL SWING

A abertura faz-se em ambiente de festa.
Os standards radiofónicos da era do swing encontram a voz envolvente de Laura Garcia e os ritmos vibrantes das guitarras do Gypsy Jazz, numa combinação que recupera o lado mais popular, dançável e contagiante do género.
É jazz que não pede silêncio: pede praça.

12 SETEMBRO
BIA SOUZA E O BANDO DA LUA

Na segunda noite, o Jazz na Praça atravessa o Atlântico.
Cantora, compositora e escritora brasileira, Bia Souza tem desenvolvido um percurso artístico inspirado nas relações históricas, culturais e afetivas entre os povos da lusofonia.
A experiência da imigração e o contacto com diferentes comunidades lusófonas conduziram a artista a um reencontro com essa herança comum e ao encontro com o trompetista Micael Pereira, do qual nasceu Bia Souza e o Bando da Lua.
Com voz, trompete, piano, baixo e bateria, o grupo cruza influências brasileiras, africanas e portuguesas, entre composições originais e novas leituras de canções que fazem parte deste património musical partilhado.
Mais do que percorrer um mapa, o concerto procura revelar aquilo que existe entre os seus diferentes pontos: ritmos que viajaram, culturas que se contaminaram, histórias que se cruzaram e uma língua que nunca soou exatamente da mesma maneira em dois lugares.

19 SETEMBRO
CAROLINA ESTRELA TRIO

O encerramento leva o festival para o território do jazz contemporâneo e da improvisação.
Liderado pela voz de Carolina Estrela, acompanhada por Luan Maziero, no piano, e Zé Pedro Jorge, no contrabaixo, o trio explora uma das possibilidades mais fascinantes da voz no jazz: cantar para além das palavras.
A partir da abordagem wordless, a voz transforma-se em instrumento e cruza-se com melodias complexas e improvisação coletiva. Sem depender da palavra para construir significado, o trio propõe uma experiência sonora intimista, imersiva e aberta à descoberta.

E QUANDO O JAZZ VOLTAR A SER DA PRAÇA

O regresso do Jazz na Praça recupera também uma determinada ideia de política cultural: a cultura como parte da vida quotidiana da cidade e não como privilégio condicionado pela capacidade de comprar um bilhete.
Num momento em que o acesso à cultura é cada vez mais condicionado pelo preço dos espetáculos e pelo custo de vida nos grandes centros urbanos, o festival mantém uma das características que o definem desde o início: todos os concertos são gratuitos e acontecem no espaço público.
Não é uma questão de preço. É uma questão de lugar. Para todos. Na Penha de França.
Uma praça permite o encontro entre quem veio propositadamente para ouvir um concerto e quem simplesmente passava por ali. Entre conhecedores de jazz e quem talvez nunca tenha assistido a um concerto do género. Entre diferentes idades, origens e formas de habitar Lisboa.
Durante três noites de setembro, a sala de espetáculos será novamente a cidade. Mais concretamente, a Praça Paiva Couceiro.
E o jazz regressa ao lugar onde nunca devia ter deixado de estar: no meio das pessoas.

JAZZ NA PRAÇA — 11.ª EDIÇÃO

5 de setembro
Laura Garcia y Los Cafeteros del Swing

12 de setembro
Bia Souza e o Bando da Lua

19 de setembro
Carolina Estrela Trio

Penha de França, Lisboa
Entrada gratuita
Organização: Junta de Freguesia da Penha de França

Poderá acompanhar em tempo real, a música e o artista que estão a tocar durante o evento

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